

A causa

Marco Cobra é pai de meninas e padrasto atípico. A pauta desta página não veio de estudo de opinião — veio da fila de terapia, da briga por vaga na escola e da conta que sobra para quem cuida.
Os símbolos

É o símbolo mais conhecido da conscientização sobre o autismo. As peças que se encaixam falam da diversidade do espectro — muitas formas de a mente funcionar, cada uma com o seu lugar.
É o símbolo mais reconhecido de acessibilidade e vale para todas as deficiências — inclusive as que ninguém vê ao olhar.
Convivência

Perto, no mesmo nível
Conversa que começa pelo nome da criança, não pelo diagnóstico dela.

Cada uma do seu jeito
Cadeira de rodas, abafador de ruído, comunicação alternativa: a atipicidade não tem um rosto só.

Quem cuida junto
Atrás de cada criança atendida há uma família organizando a rotina inteira em torno do cuidado.

Autonomia é o objetivo
Equipamento, terapia e acessibilidade existem para ampliar o que a pessoa faz sozinha.
Imagens ilustrativas produzidas com auxílio de inteligência artificial.
As frentes
Toque em cada tema para abrir o que dá para cobrar de quem tem a competência.
A fila é o primeiro obstáculo — e é do Estado.
Matrícula garantida não é o mesmo que inclusão.
Rampa que não leva a lugar nenhum não é acessibilidade.
O tatame e a quadra fazem o que consulta nenhuma faz.
A rotina do cuidador não entra na conta das políticas públicas.
O que é de outra esfera
O Benefício de Prestação Continuada, o LOAS, é federal: quem concede é o INSS, e a regra de renda que exclui tanta família também é federal. Um deputado estadual não altera essa lei — seria mentira dizer que altera.
Como falar
Registre o caso. A demanda entra com responsável, prazo e devolutiva — e ajuda a mostrar onde o serviço está falhando no Estado.